Eu, Mãe?

Meu nome é Tábita Rocha Veríssimo, tenho 29 anos, casada a 8 anos com um homem lindo chamado Manoel. Nesses 8 anos vivemos e curtimos muitas histórias, aprendemos que a superação é nosso lema e aqui estamos juntos após tantas dificuldades e apertos. Quando decidimos encarar a aventura de sermos pais, um frio atravessou meu peito. Já estava na hora de vivermos essa experiência. 

Então na manhã do dia 25 de novembro de 2010 quando vi no exame o resultado "Positivo" a primeira coisa que veio a minha mente foi: Eu mãe, e agora? E agora, como vai ser? E agora, o que eu faço? E tantos "e agora?" Tive muito medo da maternidade especialmente por não ter sido criada por minha mãe. Como poderia dar para alguém algo que eu nunca recebi? Tive medo de não conseguir criar, amar e educar minha filha. Tive muito medo de rejeitá-la, pq eu sei bem o peso desse sentimento e nunca quero que ela sinta isso. Tantos medos, tantos receios, tantos "e agora?". 

Um dia, antes de engravidar, encontrei uma tia tão amada que mora em Salvador, ela estava de passagem por Brasília e fomos almoçar juntas. Ela tem 2 filhos lindos, gêmeos e eu os amo muito. Então ela compartilhou comigo que um dia escreveu uma carta para a filha que ela nunca teve. Foi muito emocionante e eu ainda posso lembrar das palavras tão carinhosas dela. Acho que na hora eu não disse nada, mas isso ficou marcado de tal forma no meu coração. Eu achei aquilo tão lindo e doce que serviu de inspiração e incentivo para que eu escrevesse esse blog. Tia Simone, vc sempre tão presente na minha vida, mesmo de tão longe. Obrigada por tudo que vc representa na minha história de vida. Quando descobri que estava gravida, tb quis escrever uma carta para meu bebê. E escrevi muitas cartas que estão registradas nesse blog. Aqui estão meus medos, ansiedades, alegrias, surpresas, encantamento e graciosidade diante da maternidade. 

Pietra nasceu no dia 24 de Julho de 2011. Desde a notícia da gravidez até as pequenas vitórias de minha doce amada estão registradas com muito carinho aqui. A motivação é que um dia ela leia todos esses posts e saiba que foi muito amada e querida por nossa família. Se um dia eu não tiver mais a oportunidade de lhe dizer que a amo, ela poderá encontrar aqui a garantia que ela foi muito amada por mim. 

Espero que as descobertas e experiência dessa mãe de primeira viajem sirvam para ajudar tantas outras mães, que como eu estão cheias de "e agora?"

Sejam bem vindos a minha casa, meu coração, meu mundo...


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